domingo, 12 de abril de 2009

Qual é o meu espanto, ao ligar a televisão e perceber que os senhores que escolhem os filmes das tardes de fim de semana vivem com uns quantos meses de atraso no calendário. O Sozinho em Casa não é um filme que se enquadre nesta época e não há desculpa possivel para quem o decidiu pôr no ar, não hoje em dia em que há tanto filme giro. Shame on you!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Desmazeladas

Porque é que há certas estrelas, ou pessoas conhecidas pelos seus trabalhos na televisão, portuguesas ou estrangeiras, que andam na rua como se tivessem acabado de sair da cama e apenas vestiram um casaco por cima do pijama? Todos temos direito a apresentar-nos na rua como nos apetece, é verdade. Mas a minha mãe ensinou-me a ser arranjadinha, a lavar a cara e pentear o cabelo antes de sair de casa. E eu, que posso andar na rua em Lisboa à vontade, porque sou uma perfeita desconhecida e ninguém vai chegar a casa e contar às amigas como me encontrou mal vestida e mal arranjada, cumpro as regras mais básicas e assim consigo misturar-me no resto da multidão, despercebida. No entanto, vejo revistas e lá está uma estrela de Hollywood toda mal vestida, descalça até se for preciso. Ou como ontem, deparo com uma Jessica Athayde no Colombo, desarranjada e de tal forma despenteada, que as minhas primas mais novas pensaram que era um rapaz. Não percebem que assim chamam mais atenção sobre si? Será esse o objectivo? Ou simplesmente estão fartas de ser bonecas?

Nunca pensei dizer isto, nunca me passou pela cabeça de facto. Não gosto de magia, nem de nenhuma outra actividade circence (incluindo circos do soleil e afins), mas quando este moço embarcou no avião fiquei de boca aberta e até ignorei o facto de estar com óculos de sol às 5 da manhã, quando ainda é escuro como breu. Vestido de preto à cigano, pele morena, também à cigano, fez-me segurar à cabeceira do lugar à minha frente para não cair de espanto. Onde estava aquele esquisitóide, magricela e desengonçado que eu via na televisão? Aqui à minha frente estava um homem giro, bem constituído e nada escanzelado. por isso aqui vai, a declaração que nunca pensei dizer:
O Luís de Matos é giro.

sábado, 4 de abril de 2009

Sento-me no sofá depois de horas na internet a ver hotéis e apartamentos no Hawaii, a coçar a cabeça e perceber que não há como não gastar mais do que tenho na viagem. Na televisão passa o episódio mais recente da Anatomia de Grey, e, por mais que queira concentrar-me no enredo e no inglês sem legendas, a minha cabeça tem tendência a virar-se para a gaveta onde estão guardadas as cartas da ex. Podia ler uma, uminha apenas, só para ver qual era o teor da escrita, se são cartas de amor, ou só conversa da treta. Estou sozinha, ele nunca ia descobrir. Mas não vou. Não vou. Não vou! Caramba! Porque raio é que não as guardou quando eu não estava a ver?

segunda-feira, 30 de março de 2009

Família

Se há coisa que gosto é de estar com a família. Fui criada a ir jantar com os tios e os primos na casa da avó todos os domingos e lembro-me de tudo como se fosse ontem. Da mesa cheia, com todos à volta, da brincadeira no quarto de trás, de jogar ao quarto escuro, de tirarmos o colchão do divã para saltarmos nas molas como se fosse uma cama elástica e das corridas na rua cronometradas e assinaladas com a campainha da fábrica que era ali ao lado. Lembro-me de fazermos mini cafés com tofina no fim do jantar, que bebiamos como gente grande, e de estarmos todos reunidos à volta da televisão a ver o Justiceiro, depois o Macgyver, ou a Kananga do Japão. Era o terminar do fim de semana no seu melhor. Depois fomos crescendo, a avó adoecendo, e por fim, quando morreu, levou os jantares de domingo com ela. Ficámos só com o jantar de Natal, às vezes o almoço na Páscoa, e quando há tempo, festas de aniversário.
Na semana passada o meu pai fez anos e a minha mãe preparou-lhe uma festa surpresa. Teve a ajuda das minhas duas tias maternas, para preparar e arrumar tudo no dia seguinte. No fim de tudo arrumado, sentámo-nos as quatro à mesa para beber chá e comer bolo que tinha sobrado. Adoro ouvi-las falar de quando eram novas, elas que se conhecem há mais de 30 anos. Gosto de as ouvir partilhar o passado e o presente e ver que estão lá umas para as outras, que, apesar de se chatearem de vez em quando, sabem perdoar, sabem voltar à amizade que vem desde lá de trás. Somos família, no verdadeiro sentido da palavra.

domingo, 29 de março de 2009

Hawaii


Era um plano para o verão. Fomos convidados para o casamento da minha amiga japonesa(que agora mora lá) e que melhor desculpa para fugir para o paraíso? É tudo muito caro, é verdade. E vai ser uma extravagância! Mas agora temos mesmo de ir porque:



Já comprei os bilhetes de avião!



Agora só falta marcar o holtel e largar mais uns euritos. E o preço do aluguer de um carro? Já viram a exorbitância?? Vou ficar pobre. Vou ficar tão pobre que vou passar 2 anos a pagar a viagem.


terça-feira, 3 de março de 2009

Vida a dois

Passei os últimos dias, como já disse, feita gata borralheira. Como o moçoilo andava no turno das madrugadas, deixava que dormisse uma sesta enquanto eu andava para trás e para a frente com paninhos e esfregonas. Trabalho terminado saltava para a cama e acordava-o, ou melhor, tentava acordá-lo e obtinha respostas feias, deixa-me dormir e coisas piores. Aí amuava, pois tá claro. Então, anda uma pessoa a estafar-se para deixar a nossa casinha mais apresentável e ele manda-me passear. Esperei uma hora, pus a máquina a lavar, limpei a cozinha, e olhei para a rua para ver o que os vizinhos andavam a fazer. Passei pelo quarto e disse "são 5 da tarde, levanta-te". Nada de resposta. Fui tomar banho. Ainda nem tinha almoçado! Vesti-me e preparei-me para sair. "Onde vais?", disse meio a dormir. À rua. Levanta-te. Saí. Pelo caminho já pensava em ir embora para casa, deixava-o a dormir e logo havia de ver que não estava lá. Que raiva que sentia! Não era capaz de se levantar, sabendo que eu estava à espera dele! Quando cheguei a casa, já mais calma, mas ainda amuada, estava a haver uma perseguição na nossa rua, com direito a polícia de choque e tudo. Quando lhe disse saltou logo da cama para ver o que se passava. Parvalhão! Entretanto saímos e levou-me ao meu sítio favorito para comer hamburgers, depois fomos à Area comprar coisinhas e lá me passou a birra. À noite fez-me cházinho enquanto eu forrava as gavetas da cozinha.
Ontem, a conversa foi outra. Iniciei-me no ginásio lá da rua. Armada em esperta fiz logo o circuito todo praticamente em jejum (só tinha bebido um leitinho com chocolate). Cheguei a casa de rastos e só consegui deitar-me no sofá. O moçoilo estava no computador, mas quando lhe pedi para me fazer chá, saltou logo para a cozinha. Apareceu com chá e pãozinho com manteiga. Eu, enfadonha como estava, em vez de agradecer, reclamei. Ora, com pão com manteiga não se bebe chá, bebe-se tofina. Com chá come-se pão com doce, a não ser que sejam torradas. Assim dita o meu estômago. O mais-que-tudo não se fez de rogado. Fez-me a tofina, e voltou a levar-ma ao sofá onde eu estava prostrada há mais de uma hora. No fim disse-lhe para se deitar no sofá comigo, ele que era tão bonzinho para mim.

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