sábado, 10 de outubro de 2009

Não fiz grande coisa. Vim para casa de mamãe, deixei-me ficar. Fui almoçar com as amigas, fui jantar com as amigas, fui ao café com as amigas. Fui entregar encomendas do pai a Leiria. Fui entregar encomendas do pai a Alverca. Cortei o cabelo. Fiz puzzle com a mãe. Fiz puzzle todas as noites com a mãe. Vi o último episódio da telenovela. Vi o primeiro episódio da telenovela nova. Tive a visita do mais-que-tudo. Dormi agarradinha ao mais-que-tudo. O mais-que-tudo foi conversar com o meu pai e pedir-lhe a minha mão. Fui ver quintas e salões com o mais-que-tudo. Tive um dia muito complicado cá em casa e chorei nos braços do mais-que-tudo. Fui ver quintas e salões com a mãe. Fiz contas à vida. Faltei ao aniversário da sogra com preguiça de sair mais cedo da casa da mãe e voltar à vida de sempre. Recebi um elogio do trabalho. Descobri que estou com anemia. Fiz mais puzzle (3000 peças, entretanto tá acabado). Comi frango assado. Comi pão quente com manteiga. Jantei pão com manteiga e tofina. Amanhã regresso a casa, à minha casa.
Terça-feira volto ao trabalho e espera-me uma das piores semanas que já tive ou possa ter. Por enquanto vou deixar-me ficar e deixar-me ser filha, como criança, sem sequer despir o pijama até às 3 da tarde.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Desencorajada

O meu pai diz-me para não me casar sempre que me vê. É porque vou estragar a minha vida, é porque se estou bem, porquê mudar, é porque vou gastar muito dinheiro e agora não o temos. Ontem, nos 15 minutos que estivemos juntos, a caminho de casa, fez-me uma lavagem ao cérebro de tal forma que cheguei a casa com vontade de cancelar tudo (cancelar o plano, porque ainda não está nada oficialmente marcado). Cheguei a pegar na minha lista de convidados e começar a ver quem podia cortar. Mas não posso cortar ninguém, são todos família e amigos! Depois falei com o mais-que-tudo, desanimada, e ele, à sua maneira conseguiu restituir-me o sonho. "Nós conseguimos, só temos de nos sentar à mesa e elaborar um bom plano." O meu querido mais-que-tudo, que até pensou que o que eu não queria era casar com ele porque tinha mudado de ideias. A culpa não é dele, é do dinheiro! Raios partam o dinheiro, porque se tivesse muito já vos dizia como é que era!

Porky's

Conseguem reconhecê-la?

Fica aqui uma das cenas. Qual American Pie, qual quê? Este é um clássico!!


Vi este filme no colégio interno quando tinha 11/12 anos. As freiras davam-nos bonbons de vez em quando ao alugar filmes para vermos antes de ir dormir. A que alugou este não devia estar boa da cabeça porque encontrei-o classificado como filme de horror (e talvez tenha sido essa a razão para não ter saído da minha memória até hoje). Deve ter sido a mesma que alugou o Porky's, e que depois só nos deixou ver os primeiros minutos até se aperceber da verdadeira natureza do filme. "Ai o malandro do senhor do clube de vídeo que me disse que isto era uma comédia!" Comédia era, mas não para os olhos e mentes de pré-adolescentes. Continuando, encontrei este filme agora e vou revê-lo com olhos de adulta, para perceber se as imagens que se mantêm tão vívidas na minha memória (como a das bolachas envenenadas e o final com a morte da mãe em vestido de noiva) são verdadeiras, ou fabricadas pelo subconsciente para que nunca me esquecesse do filme.

sábado, 3 de outubro de 2009

Luca


O nosso restaurante fechou. Fomos lá no nosso primeiro encontro, depois para comemorar o primeiro ano que passámos juntos e no aniversário do mais-que-tudo. Quis o destino que nos sentássemos na mesma mesa em duas das vezes. Para quem o conhece sabe que é preciso muita coincidência para isso acontecer, já que mesas são coisas que por lá não faltam. Ficámos sem o nosso sítio, sem onde voltar para recordar a nossa primeira conversa, para me lembrar das asneiras que disse, que o fizeram rir por alguma razão desconhecida e que o deixaram com vontade de me ver de novo.

Tinha os melhores mojitos que alguma vez bebi.

O dia seguinte


Neste dia, daqui a um ano, vou acordar com bolhas nos pés, dores nas pernas, o cabelo cheio de laca e vontade de poder ficar na cama mais um bocadinho. Vou acordar com um anel novo no dedo e com o "meu marido". Vou juntar as nossas mãos enquanto ele ainda dorme para ver que bem que ficam juntas com as alianças iguais. Vou estar feliz como nunca, contente por ter corrido tudo bem e pronta para o que vier.

É claro que são só planos, o destino traz coisas que não esperamos (e eu acredito no destino), mas espero que o caminho até lá seja calmo, sem buracos. Se cair num, que saiba sair dele, porque para o ano quero acordar neste dia feliz como nunca, com uma aliança no dedo e o maridão ao meu lado.

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