sábado, 13 de novembro de 2010

Quando vou a conduzir à noite e a estrada está vazia e às escuras, uma estrada onde passam milhares de carros todos os dias, penso " Se calhar morri e o meu espírito pensa que ainda estou no carro." Depois lá aparecem as luzinhas de um camião e voilá! Ressuscitei!

Também há os dias em que apago os faróis durante dois segundos para ver tudo escuro. Living dangerously.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Limpezas

Removi ontem uns 30 "amigos" do Facebook. Não são meus amigos, desculpem lá qualquer coisinha. Amigos meus do Facebook agora não são colegas de trabalho, nem pessoal que mora na minha terra e que nem me diz bom dia quando passa por mim na rua. E mesmo assim ainda lá ficou um ou outro na corda bamba, que em breve leva com um "remover".

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Esta coisa da crise, do PEC e derivados está a deixar-me deprimida. E eu deprimida fico rabugenta. Muito rabugenta. Passei a manhã a choramingar porque vou ficar pobre para sempre.

É impressão minha, ou a testa da Tyra Banks está cada vez maior?

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Out

O trabalho tira-me de casa mais vezes do que queria, e, por mais que goste de andar a passarinhar por aí e por mais que seja giro, glamoroso e coisa e tal dormir em hóteis e ir às compras por essas cidades da Europa fora, preferia estar em casa a passar a ferro. Não que tenha uma pancada com a roupa, mas sempre estava em casa.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Casei sem medo, certa do que estava a fazer. Dei-me àquele que considero ser o melhor companheiro para uma vida toda, àquele que é o meu melhor amigo, que me vê chorar sem vergonha e me dá colinho quando preciso. Entreguei a minha vida à dele para juntarmos numa só. E o amor entre nós aquece-me por dentro quando estou fora, quando estou longe. Sei que pensa em mim, sei que me telefona em todos os momentos que tem livres, mesmo que seja para não dizer nada. É a mim que conta o que o preocupa, é comigo que sonha o seu futuro. Sei-o. E quando estamos juntos torno-me na pessoa mais peganhenta que existe porque não o quero largar. Nunca. Quero estar colada a ele no sofá, quero dormir com o seu braço como almofada, mexer-lhe nas orelhas, fazer-lhe cócegas nos pés. E discutimos, é certo que discutimos. Mas já o conheço, já sei até onde vai. Achamos os dois que temos sempre razão, mas a razão encontra-se a meio caminho. Somos diferentes. Eu, optimista. Ele preocupado. Uma dose de esperança nunca fez mal a ninguém e a mim só me trouxe alegrias, mas pôr os pés na terra também é preciso. Completamo-nos. Eu sou a romântica que lhe escreve cartas de amor e manda postais dessa Europa fora. Ele não me dá flores, quer oferecer-me um I-pod que eu não preciso pelo Natal, mas mima-me tanto com as pequenas vontades que me vai fazendo, que às vezes tenho medo que qualquer dia desista de o fazer. É o meu amor, é o nosso amor. Pode não ter sido uma história de amor arrebatadora, mas foi e tem sido perfeita. Como costumo dizer, encontrámo-nos no momento certo e encaixámos. Simplesmente encaixámos.

Matosinhos







Uma tarde bem passada na companhia dos colegas.

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