terça-feira, 22 de novembro de 2011

The Help



Dos melhores filmes que vi nos últimos tempos.


A minha mãe sempre me ensinou a ver toda a gente como igual, mesmo que trabalhassem para nós. Todos têm uma vida e um trabalho para fazer e há que o respeitar. É certo que o filme retrata mais a questão do racismo, mas não consegui evitar lembrar-me de todas aquelas pessoas que tratam mal quem os está a servir, simplesmente porque se consideram superiores. Quantos milhões de pessoas são arrogantes ao ponto de sentarem num restaurante e assumirem que têm um escravo à sua disposição. Ninguém é obrigado a ser simpático e a sorrir para toda a gente, mas a boa educação exige o "por favor" e o "obrigado". Todos os trabalhos têm regras e essas regras têm de ser obedecidas e respeitadas. Se a cozinha fecha às onze, fecha às onze, os desgraçados dos cozinheiros estão lá desde manhã, também merecem descanso. Se é proibido ter o telemóvel ligado, é para ter o telemóvel desligado. Se se tem de tirar os sapatos no raio x, tem de se tirar os sapatos no raio x. Ninguém se pode considerar mais esperto que os outros, que cada um sabe do seu trabalho. Mil coisinhas que vejo acontecer todos os dias e acho desrespeitosas. Não foi assim que fui educada, e choca-me ver episódios destes todos os dias. Quase que me envergonha, quando é um colega ou um amigo que comete estas atrocidades. Enfim, podia escrever tanto sobre este assunto, mas o essencial é "se queres ser respeitado, respeita". Tudo o que se dá, recebe-se em troca.

Já sabem esta?


O refrão fica na cabeça o dia inteiro, é pior que praga. Já aprendi a coreografia e tudo.

São oito e meia da manhã e estou a meter-me na cama. O dia de trabalho está feito.

terça-feira, 15 de novembro de 2011




Bom.

sábado, 12 de novembro de 2011



Cá fica umas das cenas d'A Mulher do Viajante no Tempo. Fiquei de tal forma viciada nesta música que ouvi vezes sem conta. Adoro o tom sombrio.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Business Card

Hoje foi um daqueles dias de trabalho compridos e penosos. Ida e volta a Bruxelas e ainda uma viagem de ida para Genebra onde pernoitamos e de onde escrevo. O que valeu foi que na última perna (voo), apareceu a equipa do Benfica para nos animar e parecíamos umas miúdas de 15 anos com risinhos, e dúvidas existências. Ai, quero pedir-lhe um autógrafo e tenho vergonha. Ai, quero tirar uma fotografia com aquele e não lhe quero pedir. Vai lá tu. Não. Vai lá tu... Benfica à parte, no meio desta confusão toda, apareceu um passageiro na galley com a seguinte conversa:

- Acho que a conheço de algum lado? Posso perguntar-lhe de onde é?
- Sim, sou da B*******.
- Não, não é isso.
- Também sou de Paço de Arcos.
- Não. Coimbra? Figueira da Foz? Costa Alentejana?
- Não. Não. Não. Deve ser a minha irmã gémea.
- Que não tem.
- Pois.
- É mesmo estranho. Parece mesmo que a conheço e nem é daqui dos voos, que não costumo viajar.
- Pois. (E nesta altura eu olhava para a minha massa que arrefecia e rezava para que ele se fosse embora).
- E onde estudou?
- Na Lusófona. E estive umas semanas no Cenjor.
- Ah, jornalismo. Eu sou jornalista. Trabalhou no Diário Económico, é isso!
- Não... (E ele não ia embora). Mas veio com a equipa?
- Não, vou a um leilão de relógios. Nem sei nada de futebol.
- Ah...

Entretanto apareceu a colega com uns postais autografados, a conversa mudou de rumo, e o senhor seguiu para o seu lugar. Passado um bocado apareceu de novo com um cartão na mão. Com o contacto e nome da empresa. Agradeci. Ainda brinquei que preferia que me oferecesse um relógio em vez do cartão, mas fiquei sem saber o que fazer com ele.
Ora bem. Tenho uma aliança no dedo. É bem visível. Acho que não pareço deprimida como se tivesse problemas em casa, que não tenho, felizmente. Então o que é que ele quer? Se fosse para fazer negócio tinha dado um cartão também à minha colega que estava mesmo ao meu lado. O que raio é que ele queria? Uma amizade instantânea? Juro que às vezes não entendo.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

O príncipe que mora cá em casa decidiu deixar de fumar (ALELUIA! ALELUIA!). Começou a reduzir a dose diária de quase um maço para 3/4 cigarros por dia. Ontem conseguiu, mas tive direito a vê-lo/ouvi-lo perder a paciência e começar a gritar umas 3 vezes só na parte da manhã (e juro que não fiz nada). À tarde foi trabalhar e os colegas que o aturassem. À noite pareceu-me calminho, mas hoje é um novo dia. Vamos ver como corre.


;;