segunda-feira, 19 de dezembro de 2011



Os meus dois cantores favoritos juntos. Nem sei que diga. É muita emoção junta!

domingo, 18 de dezembro de 2011

Lana Del Rey


Apanhei esta música na Antena 3 no outro dia e ficou-me na cabeça. Segundo consta, a Lana é a nova coqueluche do mundo da música alternativa. Entendo porquê. A languidez na sonoridade da voz dela quase que se cola ao nosso ouvido, leva-nos para outros tempos, desperta o nosso lado sombrio e rebelde.
Podia também dizer que a miúda, que só tem 25 anos, parece janada e com voz de velha, mas isso era só para dizer mal. Ela é gira que se farta e, ao que parece, vai gerar um culto. O álbum sai em Janeiro.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

A crise e o Natal

Ah, e tal, este ano só há prendas para os miúdos e para os afilhados. Ah e tal, mas fomos a Londres e comprámos umas t-shirts para os manos, oops. Agora temos de comprar para todos. Ah e tal e o paizinho querido ficou tão triste quando rompeu a lacostezinha de malha que pensámos logo em comprar-lhe outra. E quanto é que custa? Nem vou dizer que tenho vergonha. Mais valia ter ido à feira que fazia o mesmo efeito. Ah, e a mãe? A mãe também merece. Tem o telemóvel avariado? Venha daí um novo! Ai, mas a crise? A crise está aí. Continua como antes, mas pelo menos sei que vamos fazer umas quantas pessoas felizes. 

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011


Tinha 14/15 anos, achava que era uma mulher feita. Ainda usava fato de banho. E a baía de S. Martinho do Porto ficou amarelada de um dia para o outro. Era onde estava a passar férias com a minha prima Marta e com a minha amiga Susana. As Marés Vivas davam na televisão e os salva vidas eram os novos sex-symbols, objectos da nossa adoração. Às 17h em ponto saía da praia para ir ver A Minha Amiga Lycia, uns desenhos animados que eu adorava. Não me lembro se gostar de alguém naquele verão, mas lembro-me de andar alerta, à caça de rapazes giros. Tinha o cd dos Ace of Base e não tínhamos mais nada para ouvir. Foram estas músicas até à exaustão. Descobrimos os primeiros sinais da doença da minha avó naquele verão e não os soubemos associar ao mal que vinha aí. Foi um verão feliz, ficou na caixa das memórias da adolescência.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Pintei as unhas de azul escuro.
É que é uma cor vedada às assistentes de bordo lá do sítio onde eu trabalho.
A seguir vem o verde escuro nacarado.
Depois volto ao trabalho e tenho de voltar aos vermelhozinhos e variações, e naturaizinhos sem graça.
É duro, uma pessoa não pode expressar a sua criatividade.

Fui dar um girinho ao Colombo pouco depois do almoço e como só tinha comido uma sopinha em casa pensei "deixa-me cá armar em fina e ir comer uma empada do Avillez já que a Inês Menezes disse na Sábado que eram boas, tirando a de camarão." Fina pois, porque por uma mera empada (tudo bem que faz o tamanho de duas normais) e uma limonada paguei a módica quantia de 6,90€. Xiça que doeu! Quase 1400$00! É que tirando a massa leve e saborosa, o recheio não era por aí além (comi a de frango thai, que de thai me parece que só tivesse o nome).


Enfim, segui caminho, desci as escadinhas e deparei-me com a Merry Cupcakes e pensei "P, andas há tanto tempo a salivar por um bom bolo red velvet, e que tal uns cupcakezitos da mistura?" Lá fui eu toda lampeira. Pedi 2. 5€. Podiam ser mais baratos, que 500 paus por um bolo ainda me parece um bocado exagerado, mas isto sou eu que ainda vivo à antiga. Ah e tal, mas são bonitinhos e tem enfeites de Natal e eu ia matar o desejo mal chegasse a casa com uma boa chávena de chá. E eis que, já em casa, aparece o meu irmão e vê os bolinhos. E eu "tá quieto, que só podes provar um bocadinho". E ele prova. E ele cospe. "Que horror, isto está estragado", diz. E eu pensei, não está nada estragado, ele é que não gosta do creme de queijo. Deixa-me cá provar. E foi o horror, a tragédia, a desilusão. Vou começar pelo menos mau: a massa. Pois a massa não estava má, para massa de chocolate de pastelaria industrializada. E a cobertura? Ai a cobertura! Se amanhã me doer a barriga já sei porque foi. Nunca nada me soube tanto a ranço como aquela cobertura. Não estivesse já eu tão longe, ia lá dar-lhes a provar do seu remédio. E não me digam que era do queijo, que eu sei bem o que é uma boa cobertura de queijo, ou não fosse eu uma pessoa muito viajada. Agora, jazem ali na mesa 2,5€ de cupcake que ninguém quer comer, mas se tem pena deitar fora porque até é bonitinho e custou tanto dinheiro.


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