domingo, 2 de setembro de 2007

Caramba!

Acabar com duas histórias ao mesmo tempo é dose! Não é de admirar que ontem, em vez de ir sair, tivesse ficado em casa a dormir. Talvez fosse medo de encontrar quem não queria. Não é de admirar que ande mal disposta, irritadiça, com cara de poucos amigos, com vontade de gritar a quem me aborrece. Até no trabalho me dizem que ando a reclamar muito, eu, que sou a paz em pessoa quando se trata a sorrir a passageiros parvos e desordeiros e a pessoas idiotas.
Aquele ultimo post sobre uma boa fase já era. Tive medo de o escrever e de o publicar, tenho sempre medo de dizer que estou contente com alguma coisa, porque sempre que o faço essa coisa acaba, evapora-se, transforma-se no lobo mau ou num dos monstros do Dragon Ball. (Há lá monstros não há? Pelo menos os bonecos são todos feios.). Neste caso evaporou-se. À conversa com amigas (sim, vocês duas), lá levei com mais umas doses da realidade na cara. Não menti em nada, quando disse saber da vida indecente do Nandinho. Não é que ele me conte mesmo tudo, mas na verdade, o que sei, prefiro ignorar. Prefiro pensar que sou a rainha da cocada preta quando estou com ele, mesmo que nem goste de coco. Mas é claro que depois de ouvir algumas histórias a coroa me parece pesada demais e já não me apetece usá-la de novo. Fico mal disposta da barriga só de pensar nele.
Com o João, a história repete-se. O difícil está a ser fazê-lo parar de me telefonar e mandar mensagens idiotas. Por mais que lhe diga que não me vai ver mais, que é um estúpido, que já não gosto dele, continua a insistir. Sei que pensa que mais tarde ou mais cedo vou ceder, como fiz tantas outras vezes. Mas nas outras vezes não tinha atingido o limite, gostava que me perseguisse. Agora não. JÁ CHEGA!
Para fugir a isto tudo até já penso em emigrar. Eu, que não me vejo 15 dias fora de casa
!

sábado, 1 de setembro de 2007

Obrigada a todos

OK pessoal! Muito obrigada por todas essas chamadas à razão. Estão certos - não que isto fosse algo que eu não soubesse, mas quando são 4 ou 5 pessoas a mo dizerem no mesmo dia bate com mais força. Wake up call!
Informo então que me vou tratar a partir de hoje e que na 2a-feira marco consulta no psicólogo. (Ou será melhor psiquiatra?) Tenho cá muita coisa guardada nesta cabecinha, que não é loira, que precisa ser revista e analisada. É que nunca pensei chegar ao ponto de desejar não ter vivido certas coisas e agora estou quase lá...

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Boa fase


No outro dia fui à praia com a M. Na altura em que ela se afastou para falar com a prima que também lá estava, o Nandinho ligou. Quando voltou eu ainda estava com o sorriso colado à cara causado pela história das lentes de contacto verdes que ele me contara à segundos. Perante a minha cara perguntou-me com quem tinha estado a falar. Com o Nandinho, respondi-lhe. “E como vai essa história?” Vai bem, estamos numa boa fase. Disse-o na altura sem pensar, da boca para fora, mas depois que reflecti sobre o assunto percebi que não podia ter dito uma coisa mais acertada. Temos convivido pacificamente, apreciado a companhia um do outro. Num dia pode empurrar-me para a cama e rasgar-me a roupa, no outro estar calmamente ao meu lado sem me tocar. Pergunta-me se tenho estado com o “jagunço” fingindo uma pontada de ciúmes e eu minto, digo que não, para não o perturbar. Brinco e digo-lhe que quando me casar ele tem de ir ler à igreja, como fez para os amigos. Ele responde que pensa que nunca vai casar. Continuamos a conversar e sai um “queria ter um filho”. Lembro-me de o ter dito no nosso 1º encontro. Quando lhe ligo ele responde, já não me deixa pendurada durante dias. É certo que está de férias e não tem tanta coisa para fazer, tanta distracção, e pode ser que quando voltar ao trabalho se volte a distanciar, mas no momento estamos numa boa fase. Quase que posso dizer que somos amigos.

domingo, 26 de agosto de 2007

Vaidosices


Quando comecei a sair à noite, por volta dos 17/18 anos (nada como as miúdas de agora que aos 15 já estão na discoteca até às 5 da matina), demorava horas a arranjar-me, a maquilhar-me, a pintar as unhas da cor da camisola que ia vestir, a tentar domar o meu cabelo, que na altura era muito encaracolado, e, segundo consta, era olhada de lado por isso. Se estivesse no Porto, onde as mulheres se produzem a sério quando saem à noite, passava despercebida, mas ali, na santa terrinha, aquilo era sinal de vaidade, de exibicionismo. Não sei porquê. Ao olhar para as fotografias da altura até acho que estava simpleszinha, usava roupa do mais normal que havia, sempre calças e camisolas, no verão lá ia um vestinho de vez em quando porque odiava as minhas pernas, os meus canivetes como o meu pai as chama, mas compensava com a barriga que estava sempre à mostra. Com o tempo fui mudando. Ainda me arranjo bastante para sair, mas se me apetece ir de chinelos e cara lavada vou, não faço disso uma tragédia. Se quando era mais nova me maquilhava sempre que saía de casa e pintava as unhas todos os dias, agora dou graças aos deuses do Olimpo nos dias em que não tenho de o fazer. Uma coisa é gostar, a outra é ser obrigada. Desde que o trabalho que forçou a ter de fazer essas coisas, que perdeu a graça inventar formas para pintar os olhos, misturar sombras, pintar-me toda de uma certa forma só para ver como ficava e depois lavar a cara e ir dormir. Troquei os saltos pelas sapatilhas e pelos chinelos de enfiar no dedo, deixei de esticar o cabelo e deixei que o ondulado reaparecesse, solto e rebelde ou apanhado num rabo de cavalo. As calças vincadas que não largava passaram a calças de ganga, os tops que mostravam a barriga a camisolas à grávida. De mais ou menos sofisticada passei a descontraída.
Mas ela não, ela não desceu do salto. Cruzei-me com ela na esteticista no outro dia e partilhámos um “bom dia” educado. Comecei logo a tremer e escondi-me atrás de um expositor da Clinique onde fingi ver os batons. Só pensava “se ela sabe que estive com ele ontem, se ela imagina que ele ainda agora me telefonou, mata-me! Vai chegar ao pé de mim e dar-me uma bofetada, vai puxar-me o cabelo e dar-me pontapés, vai chamar-me nomes, gritar para toda a gente ouvir. E eu não vou fazer nada, vou encolher-me e esperar que passe. Ela tem razão: eu sou a culpada.” Pensava nisto, imaginava o filme e olhava para ela pelo canto do olho – as sandálias de plataforma, a camisola de marca, o penteado da moda, a cara perfeitamente maquilhada com uma sombra escura nos olhos como sempre – e olhava para mim, vestida como se fosse para a praia, com um par de havaianas nos pés, o cabelo despenteado, as olheiras de quem dormiu mal. Faltou pouco para me sentar num canto e me encolher, enroladinha para que não me visse. O que vale é que ainda tenho alguma coragem e cara de pau que me deixou andar ali, de olhar perdido e nariz empinado. Nesse dia tive pena de não ser tão vaidosa como há alguns anos. Podia estar melhor arranjada, caramba!

sábado, 18 de agosto de 2007


Numa semana de férias, de FÉRIAS, em que devia andar calma e sossegada, a aproveitar o tempo livre, despreocupada, zen, caiu-me mais cabelo do que em 2 meses de trabalho. (Sim, porque o cabelo cai-me quando ando nervosa, ou ansiosa). Parece que passei por aquelas fases de qualquer coisa de (que agora não me lembro, mas vi num episódio do House): negação, qualquer coisa, raiva, qualquer coisa, aceitação. Se alguém souber do que estou a falar, por favor, esclareça-me.
Comecei as minhas férias apaixonada, eludida, via florzinhas em tudo, pensei que finalmente ia resolver a minha vida. Isto no dia 1, mal cheguei do trabalho. No dia 2 as coisas já não me pareciam tão bem, fiquei ansiosa. Afinal porque é que não acontecia nada, se me tinha preparado para o grande 'bam' da minha vida? No 3º dia culpei-me. A culpa era minha, fui eu que fiz tudo mal. Porque é que tinha sido tão bruta? Porque é que não fui boazinha? No 4º dia estive deprimida, muito deprimida. No dia 5 acendeu-se uma luz, uma réstia de esperança, que morreu no mesmo dia, no espaço de horas. Depois veio a raiva, o ódio, a vontade de bater numa certa pessoa até me doerem os pulsos. O que vale é que neste dia fui abençoada com uma presença amorosa, que me mimou, e mimou, e fez com que pusesse em segundo plano todos aqueles sentimentos maus que passaram por mim. Fiquei dona de mim mais uma vez, voltei a subir no salto. Ainda tenho 3 dias de férias. Vamos ver como esses correm.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Copos

Vê-se mesmo que ando a beber demais nos últimos tempos. Chego a casa depois de uma noitada e escrevo aqui coisas tão estúpidas, das quais me envergonho tanto, que mal acordo só penso "não podes deixar aquilo à vista de ninguém, era um delírio, tu não pensas assim". E zás, ligo o computador e apago um post inteirinho. Só espero que ninguém tenha lido. Se leram, por favor, façam de conta que não e nem mo mencionem.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Desafio


Ora bem, já me propuseram dois desafios, e não fui capaz de responder a nenhum. Vou fazer um esforçozito agora para estar à altura do último, sugerido pela Pão com Tulicreme em que devo escrever 7 factos casuais sobre a minha vida. Ora bem, 7 factos sobre mim não deve ser assim tão difícil, por isso cá vai:

1.Odeio acordar ao som do despertador, ou de qualquer outra forma que não seja o meu despertar natural.
2.Adoro a minha mãe, mas nunca lho disse.
3.Distraio-me muitas vezes com a mãe Natureza.
4.Quando estou triste, gosto de me enfiar no carro e chorar enquanto conduzo e canto (berro) alguma música lamechas que esteja a ouvir.
5.Não tenho vergonha de dizer que de dois em dois anos me dá para ouvir a Romântica FM durante uns dias.
6.Alguém me dê uma televisão com canais por cabo e sou capaz de hibernar durante dias.
7.Como todas as porcarias que me põe à frente: chocolates e gomas, rissóis e croquetes, hamburgers e batatas fritas, amendoins, tremoços, cajus, bolos de pastelaria, etc. etc. Depois queixo-me da celulite e que as calças não me servem.

Não vou indicar ninguém para fazer este desafio, estão convidados todos os leitores deste blog que estejam interessados.

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